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Deficiência
Auditiva
A deficiência auditiva é
assunto sério e, geralmente, as pessoas não dão a devida
importância a ela. Talvez seja pelo fato de não causar
risco de vida, incômodo físico (dor), não ser visível e
“socialmente” aceitável quando moderada. Na maioria das
vezes passa desapercebida durante toda infância,
comprometendo o desenvolvimento educacional e social do
indivíduo, acarretando atraso, às vezes irrecuperável.
Isso ocorre porque a deficiência auditiva interfere na
capacidade de percepção da fala e impede o indivíduo de
aprender a se comunicar. Dependendo do grau, pode reduzir
ou até mesmo impedir o aprendizado. Daí a importância de
se fazer exame auditivo quando bebê com profissional
habilitado.
Mas as crianças não são as
únicas atingidas de maneira negativa pela perda auditiva.
No adulto ela pode produzir uma série de complicações
psico-sociais. Para o adulto idoso, sabe-se que a
deterioração da capacidade auditiva e os problemas
associados à compreensão da fala afetam a qualidade de
vida do indivíduo. Geralmente, os idosos com deficiência
auditiva têm maior probabilidade de apresentar um quadro
de saúde geral ruim. Possuem a mobilidade reduzida e quase
não saem de suas casas, têm menos contato com amigos e
familiares, pois o diálogo se torna difícil. Acabam
isolando-se do convívio social, limitando ainda mais seus
horizontes já tão reduzidos pelo fator idade, gerando
ansiedade, aumento na tensão e, conseqüentemente,
depressão.
Por isso, ao menor sintoma de
perda auditiva, procure um especialista. Muitos casos,
quando diagnosticados a tempo, podem ser tratados sem
maiores conseqüências.
Juliana Popescu De Santis
CRF 12668, Fonoaudióloga
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