Peruíbe, 25 de março de 2009. 

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DISFAGIA NO IDOSO

A média da expectativa de vida cresceu significativamente nos últimos anos, aumentando também a população idosa, com características diferenciadas, que motiva o interesse e preocupação da classe médica.

A disfagia ocorre em maior incidência nesta faixa etária, estudos realizados na Europa apontam que mais de 16% da população idosa apresenta queixa de algum grau de disfagia. E a porcentagem pode chegar a 60% quando também são analisados idosos internados em asilos. A alta incidência de disfagia em idosos é explicada por vários fatores, entre eles estão: alterações na mastigação geralmente relacionadas a próteses dentárias inadequadas, redução de saliva, dificuldade de engolir a saliva, restos de alimentos na boca, tosses e engasgos durante ou após a deglutição, escape de alimento pelo nariz, dor ao deglutir, voz molhada após a deglutição, falta de apetite, cansaço e alteração respiratória após a refeição, desidratação, perda de peso e pneumonias recorrentes.

A disfagia é a conseqüência de um distúrbio no processo de deglutição, ou seja, na passagem do alimento da orofaringe para o esôfago (chamada disfagia orofaríngea) e ou na passagem do bolo alimentar até o estômago (chamada disfagia esofágica), nos dois casos, as causas podem ser obstrutivas ou funcionais.

A atuação fonoaudiológica nas disfagias tem como objetivo identificar, através da história do indivíduo e da avaliação específica da deglutição, que auxiliarão nas condutas e adaptações a serem realizadas com o idoso disfágico. Alguns exames objetivos podem ser realizados pelo médico e fonoaudiólogo, como a videofluoroscopia (imagem dinâmica da deglutição) e a videoendocospia (exame com fibra óptica flexível introduzida pelo nariz).

O processo terapêutico consiste no gerenciamento dos distúrbios da deglutição, que poderão ser realizados através de orientações, adaptações, reorganização dos hábitos alimentares do idoso e na reabilitação propriamente dita, garantindo uma alimentação segura e de melhor qualidade.

Consulte uma Fonoaudióloga!

Dra. Helen Furlan
Fonoaudióloga
CRFa 15818/SP

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